Instituto NET Claro Embratel

Instituto NET Claro Embratel, Plataforrma voltada a educar para empreender

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19 MAIO 2011
Em sua terceira edição, o Festival Nacional de Curtíssima Metragem – Claro Curtas reforça sua vocação educacional ao desenvolver uma série de materiais para auxiliar educadores e o público em geral a descobrirem todas as possibilidades do audiovisual, nas diferentes etapas de produção. São oficinas, guias e vídeos educativos, que contribuem para a aprendizagem dentro e fora da sala de aula, e são oferecidos gratuitamente pelo Instituto Claro.

Uma das principais novidades do Claro Curtas nesse aspecto é o “Guia do Educador”, material que acompanha o “Miniguia de Produção de Vídeos de Curtíssima Metragem” –ambos estão disponíveis para download no site do festival. Produzidos sob a consultoria de Carlos Seabra, consultor e coordenador de projetos de tecnologia educacional e redes sociais e autor de diversos artigos, softwares e sites educacionais, esses materiais trazem informações a respeito da produção de vídeos, destacando os usos educacionais dos recursos audiovisuais.

O "Guia do Educador" traz diversas dicas para o professor usar as ferramentas de imagem, vídeo e áudio em processos de ensino e aprendizagem formais e não formais. Essa é uma preocupação, aliás, de todo o festival, segundo Minom Pinho, sócia da Casa Redonda, produtora responsável pela realização do Festival Claro Curtas e das oficinas do Projeto Laboratório, que também fazem parte do projeto. “Estabelecemos parcerias com escolas, secretarias de educação, mas também privilegiamos pontos de cultura, cineclubes, entre outros”, conta.

Seabra destaca que o audiovisual pode ser um importante aliado da educação desde que embasado por um bom projeto pedagógico. “As linguagens audiovisuais engajam o cérebro de uma maneira mais envolvente e permitem lidar com diversas inteligências”, diz.

Outro ponto positivo da utilização do audiovisual na educação, afirma Seabra, é que raramente é uma atividade individual. Diversas pessoas são mobilizadas na produção de um filme, e isso cria um ambiente colaborativo de aprendizagem. Nesse sentido, o educador que leva esse recurso para a sala de aula passa a ser um “consultor”, construindo lado a lado a aprendizagem com seus alunos.

Oficinas acontecerão em cinco Estados

Acervo Laboratório
Participantes da oficina de Cabo Frio em ação


Além da criação do material educativo, outra novidade é a evolução do ciclo de oficinas que fazem parte da plataforma Claro Curtas. Batizado de Projeto Laboratório, o projeto é composto por oficinas de experimentação nas quais os participantes imergem durante dois dias em exercícios e discussões sobre aspectos da produção audiovisual. Até o fim das inscrições do Claro Curtas, que se encerram dia 17 de junho, as oficinas percorrerão cinco Estados, já tendo passado por Bahia, Rio e Minas.



Confira a agenda completa aqui.



Poética da imagem

Em dois dias, as oficinas - que já ocorriam na edição anterior, mas em um formato mais enxuto – partem da prática audiovisual para posteriores discussões teóricas, como explica Minom. “O ponto de partida de qualquer filme, seja de 120 minutos ou de 90 segundos, é a imagem. Queremos que as oficinas trabalhem a poética da imagem, sem ‘orientar’ o olhar, mas libertando-o.”

Para coordenar as atividades do Laboratório, foram convidados os cineastas Marco Del Fiol e Philippe Barcinski. No primeiro dia, os participantes são estimulados a interagir com equipamentos, experimentar linguagens e captar imagens com temas abstratos. No segundo, realiza-se o trabalho de edição e a discussão teórica das fotos e dos vídeos realizados. Todo o material produzido pelos participantes fica disponível na internet – os vídeos são publicados no site do projeto e as fotografias integram editorial fotográfico que dá origem a uma revista eletrônica dedicada a cada uma das oficinas. Isso faz com que essa nova produção possa ser compartilhada, marcando uma dinâmica que não acontecia até então.

Olhar, pensar, fazer e compartilhar



O Claro Curtas também produziu quatro filmes educativos para compartilhar na rede. Cada filme tem duração máxima de 90 segundos, seguindo a proposta feita pelo festival aos participantes. Com os temas “Olhar”, “Pensar”, “Fazer” e “Compartilhar”, os vídeos trabalham questões presentes no “Miniguia” e no “Guia do Educador” em linguagens experimentais.

O “Miniguia”, o “Guia do Educador" e um DVD contendo tanto os vídeos educativos quanto finalistas e vencedores das edições anteriores do Claro Curtas, fazem parte dos mais de 10 mil kits que estão sendo distribuídos gratuitamente para escolas de ensino médio, universidades, ONGs, pontos de cultura e cineclubes de todo o Brasil. Os materiais também estão disponíveis para download no site do festival.

Para Minom, o audiovisual chegou para ficar na sociedade, depois da popularização dos mecanismos de produção e compartilhamento de vídeos (desde os baixos preços de câmeras e celulares com câmeras até ferramentas da web 2.0). No entanto, poucas pessoas conhecem e dominam a linguagem audiovisual. Esse é, segundo ela, o papel do Claro Curtas. “O festival assume a proposta de fomentar debates e aprendizados a respeito das possibilidades de utilização do vídeo na educação e na sociedade”, finaliza.



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