Instituto NET Claro Embratel

Instituto NET Claro Embratel, Plataforrma voltada a educar para empreender

Home Instituto 15 anos
MUITAS HISTÓRIAS PASSAM
POR NOSSAS CONEXÕES.

15 anos de projetos transformadores

Neste ano o Instituto NET Claro Embratel comemora 15 anos. Em nossa trajetória criamos e participamos de projetos que vêm garantindo o acesso à Educação e à tecnologia em diversas partes do país, promovendo a inclusão social, cidadania, cultura e a preservação do meio ambiente.

Acompanhe por aqui a história de grandes projetos que têm transformado o Brasil com as tecnologias da informação e comunicação, conectando e aproximando pessoas. Vamos apresentar estas iniciativas em 14 capítulos em ordem cronológica, que mostram o nosso compromisso e paixão durante todos esses anos com projetos de vanguarda.

Confira também o Relatório de Responsabilidade Social Corporativa 2015 que, pela primeira vez, une as ações sociais criadas e apoiadas pela NET Claro Embratel e explore o mundo que estamos ajudando a transformar!

PONTO
COMUNIDADE

Com 13 anos de idade, o Ponto Comunidade é um de nossos mais antigos projetos! Seu objetivo é disponibilizar serviços e recursos em instituições baseadas em pequenas comunidades para democratizar o acesso às Tecnologias Informação e Comunicação (TIC).

Em 2003, o projeto deu o seu primeiro passo com uma unidade inaugurada em Pedra da Guaratiba, no Rio de Janeiro, uma área pesqueira e com baixo índice de IDH. De lá para cá o Ponto Comunidade deslanchou: ele possibilitou o início de uma grande parceria com a Fundação Xuxa Meneghel e firmou o papel das TIC a serviço da transformação social!

Os recursos oferecidos passam por telefonia, acesso à internet, processamento de textos e impressão, cursos livres e educação continuada, tudo disponível gratuitamente para os moradores das comunidades ao redor do projeto.

A partir do impacto positivo proporcionado desde seus primeiros momentos, o Ponto Comunidade firmou uma grande parceria com a Fundação Xuxa Meneghel, que apenas se fortalece até hoje. Desde então, mais 7 instituições se uniram a nós para possibilitar a expansão do programa, chegando a mais pessoas com ainda mais recursos e ferramentas. Hoje, mais de 100 mil crianças, jovens e idosos foram beneficiados e queremos chegar ainda mais longe!

Essa parceria sempre serviu como referência para outros parceiros, porque o Instituto Embratel Claro sempre procurou realizar ações aqui na comunidade de Guaratiba que realmente atendessem as necessidades das pessoas. Então, a gente começou no Ponto Comunidade com ações de inclusão digital, oferecendo acesso gratuito e oportunidade das pessoas entenderem o que era internet naquela época. E hoje oferecemos outras atividades, oficinas com crianças, adolescentes jovens e adultos possibilitando o uso das ferramentas de tecnologia para escola, mercado de trabalho e inclusão digital. A gente só tem a agradecer a esse parceiro e dizer que estamos comemorando esses 15 anos de atuação. Parabéns pra vocês
Luciana Quinhones
coordenadora do Programa de Parceiros da Fundação Xuxa Meneghel

Veja nossos parceiros e comunidades beneficiadas:

  • Fundação Xuxa Meneghel – Pedra de Guaratiba, Rio de Janeiro (desde 2003)
  • Serviço de Tecnologia Alternativa (SERTA) – Ibimirim, Pernambuco (desde 2005)
  • Instituto Bola pra Frente – Guadalupe, Rio de Janeiro (desde 2006)
  • Brigada Mirim Ecológica de Ilha Grande – Angra dos Reis, Rio de Janeiro (desde 2009)
  • ONG Amigos do Bem – Buíque, Vale do Catimbau, Pernambuco (desde 2010)
  • Casa Digital Maricá – Maricá, Rio de Janeiro (desde 2010)
  • Fundação Santo Agostinho – Cabo Frio, Rio de Janeiro (desde 2011)
  • EcoMuseu/UERJ – Ilha Grande, Angras dos Reis, Rio de Janeiro (desde 2011)


Embratel Claro
Educação

Vivemos em um mundo superconectado, no qual a informação de agora há pouco já é passado distante e o conceito de novidade muda a todo instante. Dados do IBGE* apontam que mais da metade das casas brasileiras têm acesso à internet - 36,8 milhões de residências, ou 54,9% do total. Mas, afinal, quem são e onde moram os outros 45,1% que não estão envolvidos pela rede mundial de computadores? No Brasil, estima-se que 98 milhões de pessoas ainda estejam offline.

Neste contexto, o Projeto Embratel Educação desempenha um papel social muito importante: tem ajudado a incluir digitalmente centenas de pessoas

E para fazer ainda mais, o Instituto Embratel Claro está atento ao perfil que mais necessita de apoio, como comunidades rurais e áreas afastadas precárias em telecomunicações ou fornecimento de energia. O projeto está presente em oito estados brasileiros:

São nestes locais que o investimento tem feito grande diferença na vida
das pessoas. Quer ver? Confira a seguir o depoimento de algumas delas:

*Dados referentes ao ano de 2014 em pesquisa divulgada em abril deste ano

Escola Família Agrícola Bontempo (Itaobim - MG)

Parceira do Instituto Embratel Claro há sete anos, a Escola Família Agrícola Bontempo, de Itaobim (MG), passou por uma revolução com a chegada da internet.

Hoje em dia, não é possível imaginar nossa rotina sem o
acesso à rede, diz Arilton Praxedes, diretor da instituição.

Por lá, os mais de 200 alunos de diversas idades, que frequentam o Curso Profissionalizante em Agropecuária, têm aulas de informática em dez computadores. Além disso, os professores têm muito mais facilidade na parte pedagógica, já que podem realizar pesquisas para o preparo dos planos de aula.

Sem contar o nosso sistema, que hoje em dia permite fazer cadastros e arquivar dados, o que torna tudo mais organizado e ágil, reforça Praxedes.

Instituto Marquês de Salamanca (Três Rios - RJ)

Há quase duas décadas, o Instituto Marquês de Salamanca (IMDS) desenvolve projetos educacionais que buscam a transformação social. Há cinco, é parceiro do Instituto Embratel Claro na Escola Municipal Marquês de Salamanca, na zona rural de Três Rios (RJ), em uma iniciativa de inclusão digital que beneficia não apenas os estudantes, mas toda a comunidade de 133 famílias do entorno.

A chegada da internet foi muito impactante, porque eles puderam interagir com o mundo, pagar contas, falar com parentes. E os professores também passaram a utilizar essa tecnologia como instrumento de aprendizagem das crianças, com pesquisas e atividades na rede. Hoje temos 16 computadores, diz Paula Baggio, diretora do IMDS.
Nossa escola sempre atendeu às necessidades locais, mas faltava algo que fizesse com que crianças e adultos tivessem acesso à tecnologia e todo o conhecimento que ela traz. Com a internet, nossa realidade se transformou. Acessar serviços ficou mais fácil e até a comunicação entre professores e famílias foi facilitada com o uso de redes sociais e aplicativos de mensagens. Hoje já não somos excluídos, somos parte da era digital., conta Rosemere Dutra da Silva Machado, professora de informática.
Escola Municipal São Francisco (Ilha da Marchantaria – AM)

Embora distante 30 minutos de barco de Manaus, a Ilha da Marchantaria (AM) não é mais um lugar isolado. Por lá, a Escola São Francisco é parceira do Instituto Embratel Claro e os cerca de 400 moradores, na maioria famílias de agricultores, se conectam com o mundo por meio de computadores com acesso à internet e wifi.


Os estudantes do Ensino Médio usam muito, porque vão ingressar na universidade a distância. E toda a comunidade se beneficia, por exemplo, com a Biblioteca Digital, que tem diversos cursos EAD, explica a professora Maria da Conceição Rodrigues de Moura.

Até em questões de saúde e segurança usamos a rede, pois conseguimos acionar rapidamente o socorro das cidades próximas. Para nós isso é maravilhoso, conta a professora.

Escola Estadual Floresta (Distrito Canto Alegre - TO)

Ficou para trás o tempo em que o contato de Canto Alegre, distrito de Paranã (TO), com o mundo exterior se dava unicamente por meio de um orelhão. Desde que foi firmada a parceria entre o Instituto Embratel Claro e a Escola Estadual Floresta, há pelo menos dez anos, os cerca de mil habitantes do local estão conectados. Os dois computadores com acesso à internet ficam na escola, mas podem ser utilizados por toda a comunidade.

Basta solicitar e a gente organiza para que todos possam aproveitar. Quem faz faculdade a distância usa muito. Outros fazem pesquisa, mandam e-mails, pagam contas, conta a diretora Edileuza Araújo Souza.

Sou ex-aluna, me formei em 2011, e hoje sou monitora de Artes Visuais na escola. Além disso, estudo Pedagogia a distância e as aulas são todas online. Ou seja, a conectividade que o projeto proporciona foi e ainda é fundamental para o meu desenvolvimento como estudante e profissional. Uso diariamente para fazer avaliações e atividades diversas para poder me formar em um ano e meio. A gente administra o uso dos equipamentos e, assim, todo mundo pode se beneficiar do acesso, conta Luana Araujo Souza, 22 anos, ex-aluna.

Colégio Canuanã (Formoso do Araguaia - TO)

Diretor do Colégio Canuanã, em Formoso do Araguaia (TO), há 12 anos, Ricardo Rehder Figueiredo viu o projeto do Instituto Embratel Claro mudar a vida dos alunos que moram em comunidades afastadas.

Primeiro, há oito anos, foi na aldeia Canuanã, que hoje tem 350 indígenas. Três anos depois, no assentamento rural Lagoa da Onça, onde moram 150 famílias, conta.

Em cada um dos pontos há dez computadores com acesso à internet que podem ser utilizados por todos.

A rede é uma importante ferramenta comercial para os pequenos produtores e também é vital para o registro da cultura dos índios da aldeia, pontua Figueiredo.

123Alô!
um ouvido amigo

Em maio de 2009, após três anos de planejamento, nasceu oficialmente o 123Alô! - a voz da criança e do adolescente. Trata-se de uma linha de ajuda especializada, conhecida como childline, e adaptada pelo Instituto Noos à realidade brasileira. A linha é filiada à rede Child Helpline International, que tem representantes em 142 países. O objetivo do 123Alô! é dar voz às crianças e aos adolescentes e ouvi-los em suas necessidades, levando-os em consideração. Crianças a partir de seis anos têm um meio para conversar sobre diversos temas, como relacionamentos de amizade, familiares e amorosos, cotidiano, saúde dos pais, bullying, violência física e sexual etc. Quando é identificado risco às crianças, o 123Alô!, além de ser ouvinte e conselheiro, auxilia no encaminhamento dessa questão e acompanha cada caso sempre que a criança ou o adolescente aceitam se identificar.

Reconhecido e premiado

O Instituto Embratel Claro é apoiador do projeto desde o início.zzIsso porque acredita na importância social de uma iniciativa
como essa, na qual os resultados e benefícios ao público infantojuvenil
são visíveis. Tanto que já recebeu dois prêmios: o primeiro em 2010,
quando a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência
da República reconheceu o projeto como uma das 50 boas
práticas voltadas às crianças e aos adolescentes;
e outro em 2013, quando recebeu o prêmio Neide
Castanha de Direitos Humanos, dado pela Secretaria
Executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência
Sexual contra Crianças e Adolescentes.

Buscando aproximação

As crianças conhecem o serviço 123Alô! por meio
das atividades de aproximação realizadas em escolas
e instituições voltadas ao público-alvo.

Quando crianças e adolescentes nos ligam com relatos de situações de violência, nós falamos sobre os serviços de proteção que podem ajudá-los, incluindo o conselho tutelar. Dizemos que podemos fazer a denúncia, caso queiram, mas que eles precisam autorizar e fornecer alguns dados, já que não são obrigados a fornecê-los para serem atendidos. Além disso, pontuamos que eles mesmos podem buscar o conselho tutelar e fazer a denúncia, pois um dos objetivos do serviço é gerar autonomia e estimular que possam exercer seus direitos, explica Isabela Maciel Pires, conselheira-atendente do 123Alô!.

Por que vale a pena mudar essa realidade

Carlos Eduardo Zuma, cofundador e membro do conselho gestor do Instituto Noos, conta que durante todo esse tempo uma coisa que marcou muito a equipe foi atestar a solidão das crianças.

São crianças de classe baixa que ficam em casa sozinhas antes ou depois da escola, às vezes tomando conta de irmãos mais novos, pois os pais estão trabalhando. E crianças de classe média que até têm uma pessoa que cuida delas, mas que não necessariamente é uma companhia, exemplifica. E relata:

Uma menina que morava na favela se queixava de que,
quando não estava na escola, sempre cuidava da irmã mais
nova e não tinha tempo para brincar. Já um menino de classe
média ligou porque queria ajuda para convencer os pais a
comprar um papagaio, porque o bicho falava e lhe faria
companhia

As histórias que Isabela ouviu

Há dois anos, Isabela é conselheira-atendente e dedica 30 horas por semana aos jovens que procuram um “ouvido amigo”. Como psicóloga, Isabela sempre focou seus estudos nos direitos da criança e do adolescente. A oportunidade de trabalhar no projeto contribuiu na sua evolução profissional, pois ela pôde sentir na prática o que só tinha visto na teoria. Em relação à vida pessoal, Isabela mudou algumas de suas opiniões no que diz respeito à criação de uma criança.

O que mais leva as crianças e os adolescentes a entrar em contato com o 123Alô! são os relacionamentos amorosos e afetivos.

Eles costumam ligar para contar que começaram
a namorar, pedindo ajuda sobre como contar
para os pais, por exemplo. Ou também para falar
de dificuldades de relacionamento com familiares,
conta Isabela. Também há casos de violência física
e sexual:

Já houve situações em que amigos ligaram para
contar que a colega apanhava em casa e queriam saber
como ajudar; assim como professores querendo saber
como ajudar em situações que vivenciavam ou
descobriam nas escolas, lembra.

Um dos casos mais marcantes foi de uma menina de 13 anos que sofria violência física em casa (não morava com os pais, mas sim com parentes) e bullying na escola por sua opção religiosa. A menina contou com o apoio do projeto por muito tempo e, graças a isso, conseguiu sair de casa e ir morar com um irmão. Voltou a estudar e hoje, inclusive, ajuda o 123Alô!. Isabela diz que situações como essa fazem seu trabalho valer a pena.

Não custa nada pedir ajuda

Diretor do Colégio Canuanã, em Formoso do Araguaia (TO), há 12 anos, Ricardo Rehder Figueiredo viu o projeto do Instituto Embratel Claro mudar a vida dos alunos que moram em comunidades afastadas.

Graças à parceria com o Instituto Embratel Claro, temos uma linha telefônica sem custo e ajuda financeira. Se não fosse assim, as crianças pagariam para fazer a ligação, o que dificultaria consideravelmente o acesso delas ao serviço. Esse auxílio é, portanto, fundamental.Isabela Pires

Eles são parceiros especiais porque são muito presentes. O Instituto participou durante muito tempo das reuniões que fazíamos com os parceiros, com o conselho consultivo do projeto e, mesmo agora que as reuniões não acontecem com tanta frequência, eles estão sempre muito presentes e entusiasmados, apontando também soluções para algumas questões que a gente enfrenta.Carlos Eduardo Zuma

NET Educação,
uma porta para
o conhecimento

Imagine um portal onde você encontra conteúdo pedagógico e informativo, que professores e alunos podem usar para fins educacionais sem pagar nada por isso? Nesse portal há planos de aula, livros digitais, aulas animadas, vídeos, podcasts, jogos, artigos, notícias, entrevistas e reportagens. Imaginou? Pois bem, ele já existe. Esse é o NET Educação.

O portal é fonte de conhecimento, reflexão e contribui com a educação do país. E para que seja possível, uma equipe multidisciplinar está empenhada diariamente em fazer acontecer. O reconhecimento é tanto que só a fanpage do NET Educação já conta com 32.500 seguidores. E por meio do nosso portal também ficamos sabendo o quanto o nosso trabalho é importante. De forma voluntária, brotam depoimentos favoráveis à nossa iniciativa.

Professora, parceira e leitora

Dentre os comentários postados na página do NET Educação, está o de uma pessoa que hoje é bem mais que leitora do portal. Ela é nossa parceira. Herlen Cristina Pires, 40 anos, é professora da escola estadual Profª Marta Teresinha Rosa, uma escola pública de Ensino Fundamental II e Médio que fica na periferia da cidade de Mauá, SP. Leciona Língua Portuguesa para turmas de 9º ano do Ensino Fundamental e de 1º ano do Ensino Médio. Sempre procurando atualização, seja fazendo cursos on-line ou buscando sites e portais que tratem sobre educação, Herlen encontrou o NET Educação e se encantou.

Utilizo alguns planos de aula, levo reportagens e temas que li para discutir com os alunos, tiro ideias para projetos, e compartilho e comento com meus colegas de trabalho tudo que leio no portal, conta ela.

Após navegar no NET Educação e utilizá-lo, Herlen conheceu pessoalmente um colaborador do portal, e contou uma experiência que teve em sala de aula com seus alunos. A professora comentou que queria despertar em seus alunos o imaginário com a ajuda das radionovelas.

“Ele gostou da ideia e fez uma entrevista comigo e com algumas alunas, postou o material no NET Educação e meus alunos amaram saber que algo que eles aprenderam foi compartilhado com outras pessoas, que poderia ser vivenciado por outros jovens, lembra ela.

Depois disso, fez um pequeno artigo sobre a reestruturação nas escolas públicas e contribuiu com um plano de aula sobre a adaptação para filme do livro ‘O escaravelho do diabo’, de Lúcia Machado de Almeida.

Um portal para quem quer ensinar e aprender

Como o portal sempre traz novidades e utiliza uma linguagem de fácil compreensão, qualquer um pode entender o que está sendo tratado. Isso possibilita que todos entendam a importância e a complexidade da educação em nossos dias. Além disso, abre um leque de possibilidades, tanto para a sociedade como para os profissionais da educação, conclui Herlen sobre o NET Educação.

O portal conta ainda com suas redes sociais. Os canais no Facebook, Twitter e YouTube geram visibilidade para os conteúdos e também são espaços de contribuição da sociedade com as questões ligadas ao ensino e aprendizagem. A diversidade de canais também reforça a variedade de formatos de conteúdo.

Veja alguns comentários positivos que recebemos:

Essas ideias consolidam aquilo que eu já pensava, mas ainda não havia organizado em palavras. A maioria das escolas apostiladas, por exemplo, não dá espaço para essa produção do conhecimento por parte dos alunos devido aos cronogramas e treinamentos para passar em vestibulares. Acabam deixando de lado a formação do senso crítico. Porém, ainda acredito que essas ideias apresentadas sejam parte de um caminho muito promissor na educação. Obrigada pela inspiração!, - Raíssa • 21/05/2016

Este conteúdo foi de suma importância para enriquecer meu conteúdo em sala de aula. Agradecido a toda equipe deste excelente trabalho, - Cicero Cosmo Paiva Arrais • 01/07/2016

Parabéns, adorei seus planos de aula, como é bom ver novas experiências, - Marlene Aparecida de Resende • 22/06/2016

A música clássica, por si só, já é emocionante. Quando tocada por crianças e adolescentes então, se torna ainda mais. A Ação Social pela Música do Brasil – ASMB, projeto apoiado pelo Instituto Net Claro Embratel, proporciona a cultura da música clássica para jovens (de 6 a 18 anos) de comunidades em situação de vulnerabilidade social. Há mais de 20 anos essa ONG busca a inclusão social e a formação da cidadania por meio da música.

Além das aulas de teoria e prática musical, aprendizado de instrumentos orquestrais, coral, luthieria e conhecimentos gerais, os jovens frequentam ensaios e concertos das orquestras sinfônicas do Rio de Janeiro e compõem orquestras, como a Orquestra Jovem do Brasil e a Orquestra de Jovens do Mercosul. Os participantes também recebem reforço escolar, atendimento psicológico e social, atendimento às famílias, alimentação e cesta básica. Dessa forma, o programa trabalha em favor do desenvolvimento social e humano dos jovens, afastando-os do ócio ou de atividades prejudiciais, além de abrir caminho para a profissionalização em música.

Orquestra Jovem Carioca

A Ação Social pela Música do Brasil foi idealizada e implantada pelo maestro David Machado (in memoriam) e a continuidade da iniciativa coube à sua esposa, a violoncelista e produtora cultural, Fiorella Solares. A Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro é efetivamente o resultado do programa da ASMB nas Comunidades pacificadas. Em 2014, com a evolução artística dos alunos dos núcleos da ASMB que o Instituto Net Claro Embratel patrocina, a orquestra renasceu. Contando com 50 jovens, objetiva o aprimoramento da formação técnica musical dos alunos mais avançados dos núcleos, com a perspectiva de ser um estímulo para a continuidade de seus estudos, conduzindo-os à faculdade e à profissionalização.

Além do ensino, a Orquestra proporciona diversas vivências artísticas para os alunos. No dia 19 de agosto de 2016, eles tocaram juntamente com um dos maiores e mais importantes nomes no cenário musical internacional, o pianista Lang Lang, na Casa da Alemanha, instalada na praia do Leblon, o que representa para os jovens uma experiência inesquecível. Ao longo do tempo que integram o projeto, os jovens já tocaram no Theatro Municipal do RJ, receberam a visita do Maestro Gustavo Dudamel, participaram do concerto para o Cônsul da Alemanha e da França no Rio de Janeiro e Sra. Rita Beltrame, assim como do concerto para o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, e tocaram para Príncipes do Japão e para o presidente da Alemanha.

Uma parceria que nos orgulha

Desde 2010, o Instituto Net Claro Embratel patrocina o Ação Social pela Música, buscando promover o desenvolvimento social, além do acesso à tecnologia, oferecendo os aportes necessários para uma educação incluída de conhecimentos e habilidades, que podem despertar no indivíduo um potencial transformador.

Graças a esse patrocínio, a ASMB consegue dar continuidade as ações socioeducativas nos núcleos musicais dentro das comunidades, possibilitando o acesso da música orquestral a crianças, adolescentes, jovens e seus familiares, conta Fiorella. O apoio do Instituto tem sido fundamental para as nossas ações socioculturais na criação e consolidação dos conjuntos de música de câmara e da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, completa.

Onde acontece
Histórias que ajudamos a construir

Gabriel de Jesus Paixão

Gabriel de Jesus Paixão tem 14 anos. Morador do Complexo do Alemão, ele conheceu o programa por meio do seu irmão, Natanael, de 16 anos, que já fazia parte da ASMB desde os 11 anos quando um amigo o apresentou ao projeto. E assim, de amigo para amigo e de irmão para irmão, a ASMB ganhou três talentos a mais. Com 10 anos Gabriel entrou no ASMB para tocar violino, e há dois anos faz parte da Orquestra Jovem do Rio de Janeiro. Seu irmão, que também faz parte da orquestra, toca viola. Além disso, Gabriel também faz parte da camerata e da orquestra do próprio programa.

A ASMB mudou a vida de Gabriel conforme ele mesmo conta:

Eu nunca tinha escutado música clássica, mas hoje quero me tornar músico profissional. Não sei se solista ou músico de orquestra, mas quero ser uma referência. A ASMB mudou muita coisa na minha vida - meu comportamento, minha maneira de pensar -, amadureci mais rápido e sei que cada coisa tem sua hora.

Elias Breno

Elias Breno tem 12 anos e conheceu a ASMB com 7 por meio da sua prima.

Eu pedi para conhecer e me apaixonei perdidamente pelo violino. É uma coisa muito linda, lembra ele.

O garoto sempre gostou de música. Apreciava quando os avós ouviam rádio, mas não imaginava que seu interesse por música seria maior que isso. Atualmente ele faz parte da Orquestra Jovem do Rio de Janeiro.

Quando eu toco, eu me uno ao instrumento: somos um só. A música mexe com as pessoas, com o jeito de pensar, de agir. Faz a gente amadurecer, ter disciplina. Agora, planejo fazer faculdade de música, fazer parte da Orquestra de Berlim. O programa é um sonho realizado para todo mundo. Aqui conhecemos a orquestra de perto, conta ele.

David do Nascimento

David do Nascimento tem 20 anos e já é professor no ASMB e líder musical do grupo Camerata. Ele conheceu a ASMB por meio de amigos que já faziam parte do programa. Curioso, aos 14 anos foi conhecer o programa. Apaixonou-se pelo baixo e logo já estava fazendo aulas.

Para Davi o programa é muito importante, pois muda a vida das pessoas. Ele tinha dificuldades na escola e com a ASMB teve que mudar isso, pois quem não apresentasse boas notas seria desligado do programa, por exemplo. Se não fosse o programa, muitas vidas poderiam ter outro destino, como amigos dele de tempos de colégio que foram parar no tráfico de drogas.

David vem de um uma família de músicos. Seus tios são músicos e seu pai é ritmista de escola de samba. Sendo assim, ele só se imaginava na música se fosse na percussão. Nunca pensou que acabaria tocando música clássica.

Quando completou 18 anos, seu tempo no programa acabou, mas ele foi convidado a ser professor. Com dois anos de ASMB ele já era auxiliar, multiplicador. Atualmente, dá aula para a turma de baixo no Chapéu Mangueira.

Eu penso em me profissionalizar, quero estudar aqui e fora do país. Eu quero ser espelho para os outros, mostrar que a música pode mudar. Quero ser referência e tocar nas grandes orquestras do mundo, porque eu amo orquestras, conta.

O slogan é “Para você, moda. Para eles, oportunidades” e se encaixa como uma luva na essência da ONG carioca Tem Quem Queira, que cria acessórios com material reciclado e emprega detentos. Desde 2008, a instituição ajuda a promover a qualificação profissional dessas pessoas na penitenciária Vieira Ferreira Neto, em Niterói. E, há seis anos, a parceria com o Instituto NET Claro Embratel possibilitou a criação da primeira oficina extramuros, em uma sede no Centro do Rio de Janeiro, auxiliando também na reintegração social dos detentos do semiaberto.

Com isso, mais de 500 pessoas já participaram da iniciativa e tiveram suas vidas transformadas.

O trabalho funciona assim: a ONG coleta e recebe doações de lonas vinílicas utilizadas em banners e outdoors e, com este material, realiza oficinas de reciclagem. A lona se transforma em bolsas, malas, carteiras, estojos e itens diversos de decoração, que são comercializados on-line e para empresas.

Os detentos trabalham durante o dia, na modelagem e na costura, e à noite retornam ao sistema penitenciário. Todo dinheiro arrecadado é usado na manutenção do espaço e no pagamento dos 30 funcionários. É importante lembrar que, além de receber um salário, a cada três dias de trabalho na ONG o detento reduz um dia da pena.

Ou seja, a Tem Quem Queira é sustentável em todos os aspectos: recicla resíduos, diminuindo o impacto ambiental e gerando fontes alternativas de renda, e “recicla” pessoas, ajudando na retomada da dignidade e na reinserção delas na sociedade.

Afinal, a ONG acredita (e comprova) que boas ideias e atitudes simples podem mudar o planeta.

Todo dia é uma lição de vida

O trabalho com integrantes do semiaberto é muito complexo, porque quando o detento está na rua carrega um estigma muito forte. Há preconceito e as portas se fecham. Por isso, inciativas como a nossa são fundamentais. Ter uma profissão é uma chance de recomeço e quebra o ciclo da criminalidade, porque quando a pessoa não tem oportunidade, acaba voltando para o crime. Se mudamos o ciclo, ele traz cidadania e dignidade.

A parceria com o Instituto NET Claro Embratel vai muito além do aporte financeiro. O instituto acredita no nosso trabalho e isso traz uma motivação e uma responsabilidade enormes. É uma mola propulsora.

Todos os dias temos lições de vida na ONG e vemos que é possível, sim, fazer a diferença na vida das pessoas. Um dos casos mais emblemáticos é a de dois detentos que se conheceram aqui e acabaram se casando. Hoje eles já cumpriram pena, ele é padeiro e ela vende artesanatos, têm uma filha juntos e ainda conseguiram de volta a guarda de um filho do primeiro casamento dela.

Aliás, quando ela soube da última gravidez, veio até a ONG e pediu para costurar uma bolsa de bebê, porque tem muito orgulho de ter mudado de vida a partir do projeto. Enfim, são pessoas que deram outro rumo ao destino, constituíram família e seguem buscando sustento dignamente. A maioria dos detentos só precisa mesmo é de uma oportunidade. Adriana Gryner, idealizadora e diretora da ONG

A educação é a principal ferramenta para alcançar sonhos e, assim, mudar o mundo. E contribuir para a qualificação do ensino no Brasil por meio da capacitação dos professores da rede pública é o principal objetivo do projeto Educonex@o, realizado pelo Instituto NET Claro Embratel com a parceria técnica do Instituto Crescer desde 2011. A iniciativa oferece formação para docentes sobre o uso de tecnologias digitais em práticas pedagógicas.

O Educonex@o disponibiliza cursos com carga horária de 80 horas – sendo 32 horas presenciais, 4 horas de palestras e 44 horas online. Os três temas são escolhidos pela Secretaria de Educação do município entre as opções do Guia Crescer em Rede e conforme as demandas da escola. O Guia Crescer em Rede é um livro desenvolvido pelo Instituto Crescer que auxilia professores a usarem a tecnologia na sala de aula. Foram gravados 13 videoaulas que ajudam os docentes a introduzir a tecnologia nos processos pedagógicos e, com isso, desenvolver estratégias de aprendizagem inovadoras.

Na capacitação, os professores aprendem sobre educação em nuvem, animação, modelos 3D, diferentes tipos de textos, apresentações de slides, materiais para blogs e redes socais. Ao concluírem as atividades, recebem um certificado de participação. Eles também podem compartilhar planos de aula e formas de aproveitar melhor as tecnologias em sala de aula a partir da experiência no Educonex@o no portal NET Educação.

E para que tudo isso seja possível, o Instituto NET Claro Embratel doa pontos de TV a cabo e banda larga para as escolas que estão em regiões com viabilidade técnica. O serviço fica à disposição de alunos e professores em bibliotecas, laboratórios de informática e salas de vídeo.

O projeto replicado em sala de aula

Minha experiência no Educonex@o tem sido muito recompensadora. Sou professor de Lingua Portuguesa em turmas do 9º ano e do EJA (Ensino de Jovens e Adultos) venho colocando em prática o que aprendi no curso, como as técnicas de stop motion com massa de modelar e de criação de histórias em quadrinhos. Essas práticas ajudam muito na compreensão dos conteúdos de sala de aula.

A formação superior da docência no Brasil, infelizmente, está muito aquém no que diz respeito às novas tecnologias e essa iniciativa busca suprir essa lacuna. O conhecimento adquirido instrumentaliza o professor para o aprendizado produtivo, no qual o aluno aplica no seu dia a dia o que aprende na escola.

O projeto é também um grande aliado da inclusão digital. Nem sempre os estudantes da rede pública têm acesso à tablets ou smartphones e, a partir do que desenvolvemos no Educonex@o, um novo universo lhes é apresentado. Assim, crianças e jovens estarão melhor preparados para um mercado de trabalho que muda o tempo todo, absorvendo novas profissões ligadas à tecnologia., Professor Amael Oliveira, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Manoel Bomfim, em Aracaju (SE).

Amor pelo aprendizado

Temos muito amor pelo Educonex@o, porque ele trata de grandes desafios da Educação no país. Não é um projeto sobre tecnologia, mas que usa a tecnologia como instrumento para uma mudança nas práticas docentes e, consequentemente, na qualidade do ensino e no desempenho dos estudantes. Os professores são peças-chave nesse processo e, por isso, buscamos ajudá-los a se manterem atualizados e motivados.

StartFragment Nosso objetivo é fomentar o uso das tecnologias disponíveis para propor novas experiências de aprendizado, com atividades inovadoras, adequadas ao contexto atual e que possam desenvolver nos alunos as habilidades que o século 21 pede, não apenas como consumidores da informação, mas construtores dela., Bárbara Szuparits Silva - Líder de Projetos do Instituto Crescer

O mundo todo tem falado em inovação, não é mesmo? Faz sentido: mais que uma palavra da moda, ela pode ser resumida na busca pela resolução de problemas de uma forma diferente, que saia do senso comum.

Pensando em estimular ações inovadoras, o Instituto NET Claro Embratel criou, em 2011, o Campus Mobile, um programa que desenvolve talentos universitários de todo o país na criação de conteúdos e serviços para dispositivos móveis. Com isso, quer ajudar os jovens a empreenderem e acreditarem que boas ideias podem transformar a sociedade.

E nessa empreitada, o Instituto conta com a parceria da Associação do Laboratório se Sistemas Integráveis Tecnológicos e o apoio da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

Saiba tudo sobre o

Quem participa?
Estudantes universitários e de cursos técnicos de todo o país, além de jovens profissionais (com até dois anos de formados), individualmente ou em grupos de até três pessoas.

Como?
Inscrevendo ideias e soluções que utilizem a telefonia móvel nas categorias Educação, Facilidades ou Jogos.

E depois?
Uma comissão técnica escolhe os 120 melhores projetos e, na sequência, eles começam a ser estruturados. Para isso, os alunos têm o apoio de um tutor e um Ambiente Virtual de Aprendizagem, com áudios, videoconferências e fóruns de discussão.

É tudo on-line?
Não. O Campus Mobile não fica apenas no universo virtual. Durante a Semana Presencial, os participantes passam por uma imersão em São Paulo, na qual interagem entre si, assistem a palestras e oficinas. O objetivo é refinar os projetos e elaborar o protótipo de cada um deles. Nesta fase, os três grupos com melhor desempenho em cada categoria recebem uma premiação em dinheiro (R$ 1.800 por equipe) e passam para a próxima etapa.

Então tem mais?
Claro! O Campus Mobile não acaba por aí. Na etapa final, os participantes precisam cumprir metas estabelecidas para seus protótipos. Os projetos são apresentados por videoconferência a uma banca especializada, formada por profissionais de múltiplas áreas, que estão no centro da tomada de decisão e conferem uma visão abrangente e qualificada para a avaliação dos projetos.

E a premiação?
Os grupos que baterem as metas estabelecidas recebem prêmio em dinheiro (R$ 6.000 cada um). Dentre estes, um de cada categoria é nomeado o vencedor da 5ª edição do Campus Mobile, e seus integrantes ganham a viagem de imersão ao Vale do Silício, nos Estados Unidos, com visita à Universidade de Stanford.

Nós queremos desenvolver talentos

Há vários eventos para desenvolver negócios, mas no Campus Mobile nosso foco é desenvolver talentos. O objetivo é dar a oportunidade para os estudantes tirarem suas ideias do papel, aplicando todo o conhecimento que adquiriram na sala de aula.

Fazemos isso por meio de um acompanhamento individualizado, que não dá as respostas, mas ajuda os jovens a tomarem decisões e seguirem seus próprios caminhos. Afinal, eles estão cheios de vontade de trabalhar e a ideia é canalizar essa energia para desenvolver produtos e serviços que façam a diferença no dia a dia das pessoas.

E é muito bom, ao final de cada edição, termos o feedback dos participantes. Melhor ainda que ele tem sido bastante positivo, destacando a importância do evento para a evolução profissional e o compartilhamento de conhecimento com empresas e pessoas de todo o país.

Alexandre Antonino Gonçalves Martinazzo, tutor e idealizador do Campus Mobile

Conheça alguns dos projetos vencedores da última edição

Para compartilhar conhecimento de maneira mais fácil

Projeto: Block.ino

Categoria: Educação

O que é?
Uma ferramenta que ensina lógica de programação a alunos dos ensinos Fundamental e Médio. O diferencial é que tudo é feito a partir do acesso remoto a uma placa Arduíno (estrutura simplificada específica para eletrônica básica e robótica). Ou seja, não é necessário que a escola disponha desse tipo de recurso para utilizar o serviço. O usuário pode manipular a estrutura, criando blocos de comandos executáveis, pela internet por meio do aplicativo. O resultado é visualizado por streaming.

O aplicativo já está disponível para download, de forma gratuita, e agora buscamos parceiros para expandir o serviço. A ideia é que as placas remotas estejam distribuídas em várias universidades, para poder atender um número maior de usuários.

Mas para tudo isso se tornar uma realidade, participar do Campus Mobile foi fundamental. Primeiro de tudo, aprendemos muito no evento. Não só com as oficinas e visitas, mas uns com os outros. O networking é uma parte bem legal, porque conhecemos pessoas de vários projetos e de empresas.

Eu tinha pouco conhecimento sobre empreendedorismo e como vender uma ideia e, no Campus, esses temas foram abordados em vários momentos pelos palestrantes e embaixadores. Ou seja, é uma ótima oportunidade para amadurecer um conceito que está guardado, desenvolver produto, trocar ideias com demais participantes.

José Pedro Schardosim Simão, integrante do grupo vencedor, graduado em Tecnologias da Informação e Comunicação pela Universidade Federal de Santa Catarina

Para conectar quem busca e quem oferece serviços

Projeto: Motaxis

Categoria: Facilidades

O que é?
Um aplicativo que conecta usuários e mototaxistas. O passageiro faz o download no celular, coloca seu ponto de partida e solicita uma moto. O sistema inteligente do app busca os mototaxistas mais próximos. Depois de aceita a corrida, o passageiro consegue acompanhar todo trajeto do mototaxis, além de ter todas informações necessárias para a identificação do condutor.

Me inscrevi no Campus Mobile dois anos seguidos, primeiro sozinho e, depois, com o grupo. Na primeira edição vi a palestra do fundador do 99taxis, um aplicativo que conecta passageiros e taxistas, e foi quando surgiu a ideia do Motaxis, que é o mesmo tipo de serviço, mas com mototaxistas. Se eu não participasse do evento, é possível que a ideia nem tivesse surgisse.

Hoje o aplicativo já tem mais de 15 mil passageiros cadastrados e realizamos em torno de 60 mil corridas nos últimos 12 meses nos estados no Nordeste e interior de São Paulo e Minas Gerais. Nossa expectativa é de crescimento em 2017, chegando a mais 10 ou 15 cidades de todo o país.

No Campus Mobile aprendi a importância do trabalho em equipe e pude saber mais sobre modelos de negócios. Na universidade temos muita teoria, mas quase nada sobre como colocar a mão na massa. Então quando você tem a chance de desenvolver suas ideias no mundo real é muito motivador. Além disso, o evento é excelente para conhecer outros profissionais. Sempre que preciso de ajuda, lembro dos contatos que fiz no Campus.

Mateus Araújo Carvalho, integrante do grupo vencedor, graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia

A transformação da sociedade por meio de mudanças pessoais é a essência do Programa ASUME (Associação de Superação por Meu País), que teve origem na Fundação CARSO – braço social do grupo América Móvil no México.

A iniciativa foi criada nos anos 80 por Soumaya Domit (in memoriam), esposa de Carlos Slim. Após seu lançamento, o ASUME rapidamente se espalhou pelo mundo. No Brasil, o programa iniciou em 2010. Desde então, tem ajudado centenas de pessoas a vencerem desafios e se tornarem protagonistas de transformações positivas na família, no trabalho, no ambiente escolar e na sua vida social.



No Brasil, o ASUME é desenvolvido pela área de Responsabilidade Social Corporativa da NET, Claro e Embratel para os colaboradores das empresas do Grupo; e pelo Instituto NET Claro Embratel para as instituições sociais parceiras das empresas.

O que é o ASUME?

O ASUME é um programa de desenvolvimento humano e integral que possibilita aos participantes a conquista da superação pessoal. Ele é realizado por meio de uma metodologia específica, dividida em três pilares – Superação constante, Pessoal e Equilibrada –, sustentada por oito aspectos: físico, intelectual, econômico, moral, social, espiritual, afetivo e estético.

O objetivo é ajudar os participantes no processo de construção de significados e valores, provocando a melhoria da autoestima e a descoberta de caminhos para lidar com as questões de superação pessoal. Os encontros são um convite para a reflexão. Afinal, a transformação de atitudes pessoais é fundamental para uma mudança na sociedade.

Como funciona o programa na prática?



Dentro dos grupos, os participantes estabelecem uma relação de confiança, como destaca Ewerton Mendonça, de Responsabilidade Social Corporativa:

Existe um compromisso de manter o sigilo do que é conversado nos encontros, uma vez que são abordadas muitas questões pessoais. É isso que cria, a cada encontro, um elo de confiança entre todos os participantes, deixando-os à vontade para falar sobre questões pessoais.

Em 2016, o programa passou a ter atuação corporativa, permitindo que mais colaboradores participassem. Os encontros são realizados durante o expediente, em locais e horários definidos pelos facilitadores no início de cada ciclo. Os facilitadores são indicados pela área de Recursos Humanos e, com o aval do gestor direto do colaborador, ele é treinado para a função.

Benefícios do ASUME:

  • Desenvolvimento de habilidades que incentivem mudança de atitude
  • Fortalecimento da autoestima
  • Crescimento pessoal
  • Desenvolvimento de habilidades sociais e melhoria nas relações interpessoais
  • Promoção de valores ideais para a construção de projetos de vida
  • Incentivo à reflexão para a melhoria de autoestima e reflexão social
Valores replicados em toda a comunidade

O Gotas de Flor com Amor existe há 24 anos e atende crianças e adolescentes em vulnerabilidade social no bairro do Brooklin, em São Paulo, realizando oficinas de reciclagem. Quando demos início à parceria com o Instituto NET Claro Embratel, há três anos, o fizemos porque o ASUME está muito alinhado à proposta de nossa instituição, que é fomentar o desenvolvimento dos valores humanos.

E hoje, utilizando a metodologia do ASUME, trabalhamos não apenas com os jovens, mas com os pais e todo o núcleo familiar dos assistidos. A ideia é que todos caminhem juntos pela promoção de uma sociedade melhor, começando por mudanças em nós mesmos.

O retorno tem sido muito positivo. Crianças e adolescentes ficam mais responsáveis e melhoram o comportamento, e as famílias passam a ser mais colaborativas e participativas. E muito importante: quem integra o programa se torna um replicador de ensinamentos e valores, fazendo com que a comunidade toda saia ganhando e seja um lugar melhor de se viver.

Denise Robles, fundadora e presidente do Programa Social Gotas de Flor com Amor, de São Paulo (SP)

Você sabe o que é pé de pincha? Bem, vamos por partes: no Norte do Brasil, a tampinha da garrafa de vidro é conhecida como pincha. Pé de pincha é como as comunidades ribeirinhas chamam o rastro deixado pelos filhotes de Quelônios quando desovam e seguem para os lagos e afluentes do rio Solimões. Quelônios são répteis de carapaça, como tartarugas, jabutis e cágados.

E é justamente sobre a proteção desses pequenos animais durante o período inicial de suas vidas que se trata o projeto Pé de Pincha – desde 2010 uma parceria do Instituto NET Claro Embratel com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e apoio do IBAMA.

A coleta dos ovos

O projeto é realizado nas comunidades Igapó-Açu, no município de Borba, e Mamori, em Careiro do Castanho, ao longo da BR-319 e dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Igapó-Açu. São 980 km de extensão, por onde passa a rede de fibra ótica do grupo América Móvil.

Por lá, cerca de 200 famílias estão envolvidas na coleta de ovos de Quelônios em áreas naturais ameaçadas e a transferência para locais seguros.

Isso acontece na vazante, período entre o fim de agosto e o início de setembro. É quando se formam praias às margens dos rios e lagos e as tartarugas fazem seus ninhos, explica Carlos Bueno, gerente de Sustentabilidade do grupo.

O nascimento

Nesse processo, os moradores contam com a ajuda de agentes ambientais voluntários, que são comunitários treinados pelos técnicos da UFAM e da UNISOL (que detém o termo de cooperação da iniciativa). Eles também se envolvem na construção e manutenção das chocadeiras onde são colocados os ovos para que fiquem protegidos. Depois do nascimento, que ocorre em novembro, os filhotes entram no período de engorda, até que tenham tamanho suficiente para a soltura.

De volta à natureza

Eles são soltos na última quinzena de fevereiro, época das cheias. Os níveis dos rios ficam até 15 metros mais altos e a superfície da água se aproxima da copa das árvores, o que garante mais alimento e proteção contra os predadores, diz Bueno.

A soltura dos filhotes é uma grande festa nas comunidades, especialmente para as crianças. O momento é tão importante na preservação da espécie que são realizados torneio esportivo, teatro de fantoches e diversas atividades paralelas nas escolas locais.

Todo mundo se envolve de verdade, é muito emocionante, conta o gerente.

Salvar vidas é um trabalho intenso

Apesar de todo esforço, apenas entre 7% e 8% dos filhotes sobrevivem a essa maratona. Isso porque predadores naturais, como botos e piranhas, estão ávidos por alimento.

O trabalho é intenso, porque tudo acontece conforme a mãe natureza quer. Nós tentamos ajudar, mas não há como garantir a sobrevivência desses animais no universo amazônico, pondera Bueno.

De qualquer maneira, os resultados têm sido satisfatórios e o envolvimento das comunidades tem crescido a cada ano. E o mais importante: a semente do amor à natureza e sua preservação está sendo plantada no coração dos mais jovens, que devem dar continuidade ao projeto e ajudar a salvar milhares de vidas.


* em 2015

Um verdadeiro renascimento

A gente participou pela primeira vez do projeto no ano passado e foi muito bom. Os alunos não sabiam como era a desova, como os ovos eram encontrados e nunca tinham visto uma chocadeira. Eles ficaram maravilhados. Antigamente, as pessoas não sabiam o que era preservação. A maioria pescava as tartarugas para comer ou dar de presente. Mas hoje é diferente e é muito bonito acompanhar o renascimento desses animais. Dona Edna, diretora e professora da Escola Municipal São Raimundo.

O Pé de Pincha, para mim, é a realização de um sonho. Nós vivemos no meio de tantas belezas naturais e muitas vezes não valorizamos, não cuidamos. Tanto que quase não tinha mais Quelônios na região antes do projeto. Hoje vemos nossas crianças abraçando a causa e conscientizando os pais. E os pais cada vez mais cientes de que o que fizerem hoje vai refletir na vida de seus filhos e netos. Isso faz todo o esforço valer a pena. Nesse caminho, o Instituto NET Claro Embratel tem sido nosso padrinho e grande motivador. Somos como uma grande família, que tem sangue nas veias e amor no coração. Nilcinha, líder do projeto Pé de Pincha na comunidade Mamori.

Não está na Constituição, mas deveria ser lei: toda criança tem o direito à participação nas políticas públicas e nas decisões que afetam suas vidas. No projeto Rede + Criança, da Fundação Xuxa Meneguel, esse princípio é levado muito a sério e, desde 2012, centenas de cidadãos mirins são envolvidos em iniciativas de sustentabilidade na natureza e nas relações humanas.

O instituto NET Claro Embratel é parceiro da fundação, levando conexão Banda Larga via satélite às localidades mais afastadas onde a Rede + Criança atua. Assim, os participantes podem acessar a plataforma on-line do projeto, mostrando ao mundo o que têm pensado para suas cidades. E mais: toda a comunidade se beneficia do sinal.

Como tudo começou

A Rede + Criança é a continuação do projeto + Criança da Rio 20 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro em 2012. No evento, meninos e meninas de todo o país criaram a Carta das Crianças para a Terra, um documento reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente, que traz um resumo do que eles pensam e desejam sobre sustentabilidade no planeta.

É muito importante ouvir as crianças, entender seus olhares e suas percepções sobre o mundo para, a partir disso, envolvê-las em ações nos territórios em que vivem, diz Ana Paula Rodrigues, coordenadora da Rede + Criança.

A Teia da Vida

A metodologia da Rede + Vida foi desenvolvida a partir do conceito Teia da Vida, do educador ecológico austríaco Fritjof Capra, segundo o qual os seres vivos estão todos conectados e dependem uns dos outros para manterem a “rede” do meio ambiente em harmonia.

A proposta é que as crianças desenvolvam suas próprias “teias”. Primeiro, descobrindo a natureza do entorno onde vivem e colocando tudo em um gráfico em forma de teia de aranha – daí o nome do conceito. Depois, incluem pessoas e instituições com as quais interajam. A partir disso, começam a debater essas relações.

Práticas sustentáveis não dizem respeito apenas ao meio ambiente, mas também têm a ver com os relacionamentos humanos, a partir da tolerância e da empatia, explica Ana Paula.

As ideias saindo do papel

Do debate nasce a “Árvore de Iniciativas”, também chamada de “Pé de Feijão”, que identifica oportunidades de melhorias nessas relações e, consequentemente, nas comunidades. Feito isso, é hora de classificá-las. São três níveis: melhorias que as crianças podem desenvolver sozinhas, as que elas precisam da ajuda de adultos e as que precisam de apoio do poder público.

E essas propostas podem ser de vários tipos: da revitalização de uma praça até a criação de novas leis ou escolas. Tudo isso é disponibilizado na plataforma digital da Rede + Criança e o papel da fundação é pensar como viabilizar essas ideias e mediar contatos.

A Banda Larga permitiu a comunidades distantes dos centros urbanos o acesso à Internet. E isso foi uma mobilização das crianças do projeto. Assim, a conexão trouxe visibilidade para a Rede e protagonismo para esses meninos e meninas, ressalta Ana Paula.

Para mudar, é preciso se conectar

Iniciamos o trabalho com nove estudantes da Escola Nossa Senhora de Nazaré, em Boqueirão Vieiras, um povoado próximo do município de Codó, no Amazonas. Mas elas foram multiplicadoras e, agora, todas as mais de 80 crianças que vivem lá estão, de alguma forma, pensando em questões importantes para a comunidade.

As dinâmicas da Rede nos ajudaram a reconhecer problemas e soluções. Com isso, as crianças já conseguiram uma antena para acesso à Internet, um laboratório de informática e a ampliação da estrutura da escola. Além disso, trouxeram para o debate questões de meio ambiente, como a importância de destinar corretamente o lixo e a necessidade de reflorestamento das áreas no entorno do rio que passa pelo local.

Tudo evolui muito rápido. E para que as crianças sejam agentes de mudança de verdade, elas precisam se conectar com o mundo, ter mais informação e entender seu papel transformador Piedade Ferreira, educadora de campo da ONG Plan Brasil, parceira da Rede + Criança no Maranhão.

O ditado diz que o conhecimento é a chave do sucesso. Ninguém duvida. E melhor ainda é quando todo conhecimento é compartilhado, criando uma corrente de aprendizado que leva as pessoas mais longe, que muda vidas para melhor. Pois esse é justamente o maior objetivo dos projetos sociais criados e apoiados pelo Instituto NET Claro Embratel desde sua criação.

Em 2016, quando completou 15 anos, o Instituto chegou a uma marca muito importante: a formatura da primeira turma do Colégio Estadual Hebe Camargo (CEHC), que capacitou 128 jovens na área de Telecomunicações em uma parceria com a Secretaria de Educação do Rio de Janeiro e a Fundação Xuxa Meneghel para o Programa Dupla Escola.

Donos de suas próprias histórias

O programa quer preparar os alunos para o mercado de trabalho e, a partir disso, desenvolver o protagonismo juvenil, afirma Luiza Helena Fraga Gouveia, professora e diretora geral do CEHC.

Todos eles estão prontos para o exercício da profissão e para continuarem seus estudos, ou seja, para serem cada vez mais donos de suas próprias histórias, completa.

Inaugurada em 2014, a primeira instituição da rede pública de ensino no modelo integral e integrado à formação em Telecomunicações conta com quatro laboratórios técnico-eletrônicos, telefonia fixa, rede de fibra óptica e TV via satélite oferecidos pelo Instituto NET Claro Embratel, além de um acervo de conteúdo específico da área. O Instituto assumiu também os custos da consultoria pedagógica que desenvolve o plano de curso e a contratação de professores para as disciplinas técnicas.

Sem a parceria do Instituto Net Claro Embratel não teríamos condições de levar o projeto diante. E os bons resultados dos alunos no curso mostram que o Dupla Escola está dando muito certo, celebra a Luiza.

Agora, diz a diretora, o sentimento é de dever cumprido. Mas, claro, os olhos já estão adiante.

Vencemos muitos obstáculos, mas ainda há muito para fazermos. Queremos continuar essa história de perseverança e sucesso, que amplia horizontes e transforma vidas, finaliza.

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